Natal é Tempo de Panetone

O nosso tão adorado, famoso e delicioso Panetone também tem sua origem na Itália, na minha querida Milão, cidade famosa ao norte do país, a qual já dedicamos muitos posts, e muitos outros ainda virão. Por lá se come também o Panzerotto, receita da Puglia (a região do salto da bota), mas que tem na cidade o seu mais famoso representante, e será o nosso assunto de um próximo post.

Em Milão, cidade da moda e do design por vocação, temos algumas das árvores de Natal mais famosas. Na Galeria Vittorio Emanuele, foi montada e recém inaugurada a árvore da Swarovski, com tanto brilho e tanto luxo que as pessoas ficaram hipnotizadas no seu evento de inauguração.

Em frente à Galeria, na Piazza Duomo, temos a árvore tradicional, que neste ano foi patrocinada pela Pandora, ela é linda, delicada, brilhante e apaixonante. Ainda para deixar o clima mais Natalino, na praça temos casinhas de madeira de expositores e vendedores de produtos gastronômicos italianos e artesanato, um verdadeiro mercado de Natal. Aliás, mercados de Natal são uma tradição em toda a Itália, desde as cidades menores como Siena, Firenze e Assis, até Roma com seu mercado na Piazza Navona.

arvore-de-natal-piazza-duomo-milao

Vamos voltar ao Panetone?

A melhor explicação para a origem da palavra que eu achei em todas as leituras que já fiz sobre ela foi na wikipedia:

“A palavra panetone (do italiano panettone) tem sua origem no vocábulo milanês panatón ou panattón, de origem e significados controversos. Por outro lado, pode-se deduzir que a origem do termo panettone se deva à contração entre o diminutivo da palavra “pão” (do italiano panetto) com o superlativo da mesma palavra (do italiano panone), isto é, panetto + panone = panettone, o que em português se assemelharia ao neologismo “pãozinhozão”.”

Vamos falar então do nosso pãozinhozão preferido…

A origem da receita, e todas as histórias que rondam a mitologia do panetone tem a ver com Toni, um assistente de padeiro atrapalhado que criou a receita meio que por acaso, em um dia qualquer entre o século XV ou XVI. Algumas versões nos contam que um dia, muito cansado do trabalho confundiu as receitas e acabou colocando uvas passas na receita de torta que estava fazendo e para melhorar a confusão adicionou os outros ingredientes que conhecemos hoje: frutas cristalizadas, manteiga, ovos e baunilha. Em outra versão, ele queima a fornada do pão que deveria ser originalmente produzido e improvisa uma nova receita com os ingredientes disponíveis.

Ainda existe uma terceira versão onde o pão teria sido criado por amor, para impressionar o padeiro chefe de Toni, para conseguir que ele o aprovasse como pretendente de sua filha. O jovem presenteou com o pão o futuro sogro e alcançou a tão sonhada permissão para casar com sua amada.

O que é comum em todas as histórias é a aprovação entusiasmada do chef padeiro ao provar a nova receita recém-criada.

A partir daí o pão do Toni (Panetone) fez muito sucesso e ficou famoso em toda a Itália e depois mundialmente. Eu achei essa história mais fantástica que as outras, e na verdade muito parecida com a lenda do Risotto alla Milanese. Mas… Em Roma faça como os Romanos… Ops… Em Milão faça como os Milaneses!

panetone

A produção do panetone clássico é tão levada à sério quanto a produção da pizza napoletana que falamos no post passado. Em 2005 passaram a ser especificados por lei os ingredientes e os percentuais mínimos que devem ser utilizados para que o bolo possa ser classificado oficialmente como panetone.

Lendas e histórias a parte, todos nós amamos panetone.

Buon appetito!

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s